A "grande arte" do título é referência a frase acima do poeta grego Arquíloco de Paros, que foi inspiração de Rubem Fonseca e é citada no início do livro.
“A Grande Arte” apresenta uma multidão de personagens bizarros, intrigantes e afinados com um cenário urbano caótico e violento no qual o embate acirrado, atroz pelo poder caminha ao paralelo das astúcias diárias pela sobrevivência, pelo prazer e pela verdade. As histórias de Mandrake, advogado de prestígio envolvido em complicada relação amorosa com três belas mulheres, e Thales Lima Prado, proprietário de um grande sistema financeiro chamado Aquiles, que é descendente de uma família influente nas primeiras décadas do século XX nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, cruzam-se em um mistério que envolve um videocassete desaparecido, assassinatos, segredos de família, matadores profissionais, prostituição, fascínio pelo uso da faca como arma letal e tráfico de entorpecentes.
“A Grande Arte” estrutura-se como um romance policial de personagens instigantes, de uma violência crua, abjeta como que esquadrinhada da barbárie vista nas metrópoles brasileiras; de um uso incessante da linguagem, seja ela de procedimentos técnicos, de cunho científico, de citações literárias, termos coloquiais ou palavras chulas.
Invariavelmente, “A Grande Arte” é um romance envolvente e tenso que revela um mundo perturbador e propenso aos mais estranhos e vis artifícios na busca pela obtenção do poder, para aplacar a ira ou satisfazer um impulso. Sintonizado com a contemporaneidade de fidelidades brutais e dificuldades de compromissos."

Nenhum comentário:
Postar um comentário